segunda-feira, 7 de junho de 2010

Aquecimento para a Copa - Grupo F

Seleções: Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia.

Para início de conversa, a Nova Zelândia não fará nada na Copa do Mundo. Legal para os jogadores, vão participar da competição mais importante do futebol, farão um turismo pela África, alguém pode jogar uma bola mais ou menos e conseguir um contrato em um time pequeno da Europa, mas é isso. Isso é o máximo de aspiração que os neozelandeses têm, e está de ótimo tamanho.

Indo para quem realmente pode apresentar alguma coisa, a Itália tem problemas, mas se deu bem no sorteio. Além de cair em um grupo sem seleções de peso, ainda terá adversários que jogam um futebol que tem tudo para facilitar o trabalho. A Azzurra tem um time envelhecido onde os maiores nomes vêm de temporadas fracas; além disso faltam boas opções. A defesa não mostra aquela força que é marca registrada de seleções italianas do passado, o meio campo sofre com a falta de criatividade dos titulares e o ataque faz poucos gols, já que o meio não colabora. Exceção talvez seja Di Natale, que foi bem no Campeonato Italiano, chegando à artilharia da competição.

O Paraguai teve um início de eliminatória muito bom na América do Sul. Liderou por algum tempo, parecia ter um padrão de jogo sólido e eficiente. A casa acabou caindo com o tempo, e o time de alguma forma regrediu à uma retranca inconsistente e pouco criativa. Verdade que o sucesso ofensivo do time passava muito por Cabañas, que não jogará a Copa, ainda se recuperando após ser baleado na cabeça no início do ano. Não dá para esperar muito desse Paraguai que chega à África do Sul. Talvez avance para as oitavas, não é impossível em um grupo como esse, mas mesmo assim não acredito em vida fácil.

A Eslováquia pode surpreender. Ao contrário de outras seleções européias desconhecidas ou de menos glamour, que se apóiam em jogos coletivos (já que não têm grandes nomes), a Eslováquia possui um pequeno grupo de jogadores que se destaca. Skrtel é bom zagueiro, o lateral Cech é correto, o meia Weiss (apesar de desconhecido) joga de maneira bem aguda e objetiva, e Hamsik chega como craque do time. Óbvio que o jovem do Napoli não é nenhum gênio, mas dentro de uma equipe arrumada e que com certeza vai jogar todas as bolas com ele, Hamsik pode brilhar. Verdade que o meia mostrou ao longo do ano que é capaz de fazer ótimas partidas e simplesmente desaparecer em outras. A Eslováquia reza para que ele seja capaz de brilhar em pelo menos duas ou três, e isso bastará para levar à seleção ao mata-mata e fazer história.

Itália e Paraguai abrem o grupo em jogo que promete ser um dos piores da Copa. Não espero nada diferente de um empate. Se a Eslováquia fizer o que se espera dela, ou seja, vencer a Nova Zelândia (e sacolando se for possível), já sai na frente. Na rodada seguinte, a Itália deve somar os 3 pontos contra os Neozelandeses e aí Eslováquia e Paraguai se matam pela vitória. Sem dúvidas que Hamsik e companhia vão chegar bem menos pressionados que os paraguaios para esse jogo. Sabendo manter a calma e garantindo mais 3 pontos, os eslovacos carimbam o passaporte para as oitavas. Assim, na última rodada, todos só cumprem tabela. Vai ser um grupo duro de assistir, talvez um dos piores da história das Copas do Mundo.

Passam de fase: Itália e Eslováquia

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