quarta-feira, 31 de março de 2010
O melhor jogo do ano
domingo, 28 de março de 2010
Rapidinha com conteúdo
sexta-feira, 19 de março de 2010
Defesa relâmpago
Pior que ver um time que experimenta grande sucesso nos últimos cinco anos sofrer com críticas descabidas é o que fazem com o pobre Washington. O camisa 9 do São Paulo faz gol em quase todas as partidas e é chamado de caneleiro, "bonecão", "bonde"... Enquanto isso o glorioso Hernanes desfila todo o seu belíssimo futebol (sim, com muita ironia) no meio campo do time, intocado pelas críticas da torcida.
É de doer.
terça-feira, 16 de março de 2010
O que é o Flamengo?
Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que tentei de todos os modos fugir dessa polêmica. Preferia falar sobre a Champions League ou algo mais leve, mais futebol e menos "punk". Honestamente, acho que alguns assuntos são delicados demais para serem tratados com leviandade e isso é algo que muito “formador de opinião” mais experiente que eu deveria saber. Mas hoje li um texto em um dos milhares de blogs esportivos que existem na internet e fiquei chocado, tanto com o conteúdo do post quanto com as respostas absurdas deixadas pelos que leram o – infeliz – artigo.
O texto em questão abordava todo o envolvimento de Vagner Love com traficantes no morro da Rocinha, e aproveitava para citar os casos de Adriano (já visto com traficantes na Vila Cruzeiro) e Bruno (autor de boas pérolas, como a de que bater em esposas é algo corriqueiro). Nesse artigo, o blogueiro tratou de pisar, socar e cuspir em cima dos jogadores, criticando suas atitudes e atacando inclusive dirigentes do Flamengo, que compactuavam com essas atitudes do Imperador e de Love. Tudo isso sem o menor cuidado ao escolher as palavras, batendo só para doer mesmo. Não podia dar em outra coisa: revolta dos Rubronegros.
Não vou entrar no mérito de se a opinião do autor do texto traduz ou não o que a sociedade deveria sentir. O caso não é esse e não acho uma boa idéia usar o espaço que tenho para isso. Gosto de falar de campo, de bola rolando, e só saio dele se for algo que influencie no esporte ou caso seja um absurdo manifesto demais. Se Adriano e Love cometeram um crime, se foram péssimos cidadãos, se mostraram falta de bom senso, honestamente, não sou eu que irei julgá-los, e sim a sociedade como um todo. Não cabe a indivíduos tentar fazer a cabeça de outras pessoas para conseguir aprovação, o julgamento tem que vir de cada um. Meu choque mesmo foi ver a leviandade com que um jornalista decide, simplesmente, pintar alguém como criminoso. Erro este que desencadeou a reação que me assustou ainda mais...
Ao correr em defesa de seus jogadores (direito inalienável de todo torcedor), muitos apelaram para “o tamanho do Flamengo”, para a “perseguição que o clube vem sofrendo”, entre outras coisas. Acho justo que as pessoas admirem o Flamengo por tudo que significa no futebol brasileiro, todas as suas conquistas e o tamanho de sua torcida, mas não é isso que torna Love e Adriano inocentes – ou bons moços, se preferirem. Não é o fato de envergarem vermelho e preto que torna um jogador de futebol imune a opiniões contrárias à suas atitudes, em especial algumas tão controversas como essas. Ao que parece, ser Flamenguista, jogar no Flamengo, já vale como salvo-conduto para qualquer atleta estar acima do julgamento de sua torcida. Uma pena.
O que é o Flamengo? Um dos maiores clubes do Brasil, do mundo. E só. O futebol não pode ser colocado acima de questões tão importantes como essas. Vagner Love e (principalmente) Adriano são heróis para muitos jovens, que sonham em ser jogadores de futebol. Eles precisam estar cientes de suas responsabilidades como tal. Se as atitudes deles não correspondem a esse “status” que possuem, o julgamento deve ser feito a partir dos seres humanos que são, e não das cores que envergam. O Flamengo não pode ser o antro de loucos e fanáticos que alçam seus jogadores acima do bem e do mal. O Flamengo não pode se portar como uma organização que visa dominar o mundo assim como tentar impedir que pessoas façam o julgamento que quiserem (desde que feito de maneira justa e consciente) de seus jogadores ou antigos ídolos. No fim das contas, o Flamengo precisa voltar a ser “só” o Flamengo. E isso não é pouca coisa.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Fracassos quase iguais
Não é de hoje que o Real Madrid gasta muito dinheiro em grandes estrelas e acaba negligenciando a formação de um grupo mais competitivo em todas as posições. O resultado é um time muito dependente desses grandes nomes, que acabam sofrendo com grande pressão e (claro) são fortemente marcados pelos adversários. Kaká e Cristiano Ronaldo são espetaculares, e o português - em melhor fase que o brasileiro - vem decidindo muitos jogos. À Kaká não falta vontade, mas a sorte não anda com o meia.
Contra o Lyon, Ronaldo marcou, Kaká lutou, mas não foi o suficiente. Van der Vaart tem qualidade, mas não dá para depositar as esperanças de um clube como o Real Madrid em um jogador desse calibre. Higuain vinha bem, mas sentiu o jogo e perdeu boas chances. E é isso. O Real Madrid só tem isso a mostrar. Não foi o suficiente contra um Lyon aguerrido e (sem maldade) sortudo.
O Milan sofre do mesmo mal, mas através de uma mentalidade diferente. A falta de contratações acertadas levou o time italiano até o estado em que se encontra. Buscando no mercado o que havia de melhor "custo benefício" (e nesse aspecto até foi bem, com as contratações de Huntelaar, Beckham, Ronaldinho e Pato) o Milan montou uma base razoável, mas nunca renovou completamente seu elenco. Na falta de nomes expressivos para posições importantes, o Rossonero amarga crises constantes no gol, falta de opções na zaga - já que Nesta sofre para ter qualquer sequência de partidas - e apenas um grande nome na criação de jogadas, que é Ronaldinho Gaúcho. O brasileiro vem melhorando exponencialmente, mas ainda não é o jogador dos tempos de Barcelona (nem nunca voltará a ser) e não pode depender exclusivamente a missão de fazer o time funcionar.
No fim das contas, outra semelhança entre os dois eliminados de ontem: apesar de terem certos méritos e não serem péssimos treinadores, tanto Leonardo quanto Pellegrini mostraram que ainda precisam aprender muito para estarem à altura da tradição e grandeza dos clubes que comandam.
quarta-feira, 10 de março de 2010
O fim da maldição, o pobre torcedor e eu
Não dá para dizer que o momento é inoportuno. O Real voltou à liderar o campeonato espanhol, vem mostrando a força do seu elenco; não só de Cristiano Ronaldo e Kaká vivem os Galáticos. O brasileiro, aliás, é a única mancha cinza na fase aúrea do clube. Ainda sem engrenar no time, Kaká já enfrenta contestação (exagerada) e vai precisar mostrar personalidade para dar a volta por cima. Mas até nisso a hora é boa: uma participação decisiva no jogo de hoje e tudo fica para trás. Vamos lá Kaká, está na hora da redenção! Pitaco? O Madrid passa, sem grandes dificuldades.
Já na partida entre Manchester United e Milan, o que mais me chama a atenção é a situção de um torcedor. Pobre David Beckham. Fanático confesso pelos Red Devils, hoje a missão do meia é eliminar seu time do coração na própria Inglaterra, diante da torcida que tanto o apoiou ao longo dos anos. É a vida de jogador profissional, e sinuca de bico total para o inglês, que briga para ser titular no English Team de Capello. Será que ainda dá?
O retrospecto do United no Old Trafford é muito bom, e acho difícil que o Milan consiga reverter o resultado. Caso consiga, dependerá muito do dia de Ronaldinho Gaúcho ou de uma péssima noite dos donos da casa. A questão é que o Dentuço quer ir à Copa do Mundo e um sucesso na Liga dos Campeões é praticamente carimbo no passaporte. Ao menos é o que eu penso.
E no meio disso tudo, fica a dúvida cruel: qual jogo devo assitir?
segunda-feira, 8 de março de 2010
Adriano, Adriano...
Como eu mesmo disse em meu primeiro parágrafo, não vou criticar o jogador. Também não vou defender a postura do atleta que se diz profissional, mas vive às voltas com ocorrências extra-campo. Todos sabiam que seria assim. Adriano deixou a Itália cansado de cobranças, da falta de "tempo livre", pela distância das farras que tanto gosta... Qual a surpresa então?
O Flamengo é a casa perfeita para Adriano, e Adriano é o jogador perfeito para o Flamengo. Ambos são grandiosos, polêmicos, vivem em confusões e despertam paixão e repúdio exacerbado. Se cada um fizer a sua parte, entendendo as cláusulas não-escritas do negócio que levou o Imperador à Gávea, o casamento dá certo. Se Adriano começar a ser cobrado, se desinteressar de novo pelo futebol, com certeza mais essa relação do atacante vai acabar em brigas e pedradas.
PS: E ainda tem a Copa... Mas isso é assunto para outro post...
quarta-feira, 3 de março de 2010
4 anos e 99 dias
Começo a pensar que a FIFA cometeu um erro ao escolher o Brasil como sucessor da Copa na África. Acho que isso está fazendo com que muita gente acredite que, com todos os problemas que a África do Sul enfrentou (e ainda enfrenta) para sediar o torneio, qualquer coisa meia-boca feita aqui seria ótima. Talvez muitos estejam pensando que a mística brasileira como terra do futebol, seu povo acolhedor e o natural potencial turístico bastarão para fazer uma boa Copa. Balela.
O que será que passa pela cabeça de quem tem como missão organizar o Mundial aqui? Está todo mundo achando que as obras vão, espontâneamente, ficar prontas? O Maracanã vai ficar aberto até a final da Libertadores para o Flamengo jogar uma hipotética final no estádio. Suponho então que um triunfo do Rubronegro na competição seja mais importante do que ter o principal palco de futebol do país pronto para 2014.
Em São Paulo, o projeto do Morumbi foi criticado exaustivamente pelo Comitê da FIFA, que insiste que com as alterações propostas o estádio não tem condições de receber a abertura da competição. Ainda assim ninguém parece preocupado com isso, provavelmente pensando que vão passar por cima da FIFA e do mundo, independente do estádio que apresentem. É isso mesmo?
Tudo que posso dizer é: isso é uma vergonha. Se eu fosse um estrangeiro, amante do futebol (como a maioria dos brasileiros diz ser) ficaria extremamente desapontado com o quadro que se desenha. O retorno da Copa do Mundo ao Brasil caminha feliz e rapidamente rumo ao fiasco. O país de maior tradição no esporte mais famoso do planeta parece estar pouco ligando para a oportunidade de consertar uma das maiores injustiças esportivas da história: a perda do título de 50 no Maracanã. Será que as coisas vão mesmo continuar assim?
terça-feira, 2 de março de 2010
Os intocáveis
Indo por partes, é óbvio que Neymar errou em dar o "balãozinho" em Chicão. Pior que isso foram as declarações do jovem, dizendo que só fez a firula porque "deu vontade". Todos têm o direito de errar, principalmente um garoto que está começando no futebol e que experimenta uma ascenção meteórica. Isso não é pecado. Neymar vai aprender, por bem ou por mal, que isso não se faz.
Mais preocupante é a postura de muitos ligados ao futebol, que acham o lance uma beleza, uma manifesta pura do "futebol-arte", que suportam essa atitude anti-desportiva. Por que fazer cera e prender a bola do adversário é reprovável e um drible que tem a mesma função com a partida parada é uma beleza? Muita gente perdeu completamente a noção do que é futebol.
As declarações de Chicão podem ser contundentes, já que foram dirigidas à "nova jóia do futebol brasileiro", título do qual eu discordo. Está na hora de colocar o menino da Vila em seu lugar. Neymar foi elevado à um patamar ridiculamente alto em um tempo ridiculamente curto. De fato, a temporada do jovem está sendo muito boa e ele mostra potencial para ir longe, mas estamos falando de um Estadual. Existem pessoas pedindo a presença de Neymar na Seleção Brasileira porque ele está jogando bem no Paulistão. Será que ninguém percebe o quão exagerado isso é?
Voltando ao assunto principal, Chicão está certo: Neymar parece um menino mimado, que se sente intocável e genial. Não é culpa dele. A culpa é de muita gente que não percebe que está elogiando o que é para ser criticado e não guarda nenhuma reprimenda para o "pequeno gênio". Não é surpresa que, em meio à elogios sem fim, um jovem acabe se deixando levar.
Ao mostrar o patético (sim, patético) lance do menino está passando a mensagem: ridicularize seu adversário, faça o que quiser, você está acima do bem e do mal. E isso tudo sem nunca ter levantado um caneco ou ter sido decisivo em uma competição. Depois reclamam das promessas brasileiras que se perdem e nunca atingem seu pleno potencial...
