domingo, 14 de dezembro de 2008

Pequeno tour europeu

O Real Madrid mudou de técnico, mudou a postura, mas perdeu mais uma vez. O clássico da Espanha foi vencido pelo Barça por 2x0, jogando em casa, em uma partida até tranquila. Os Merengues tiveram uma postura muito defensiva e com os desfalques de Van Nistelrooy (até o fim da temporada) e Robben (para variar) tiveram um ataque muito deficiente.
Eto'o marcou o primeiro da partida, já pelo fim do segundo tempo. Com o placar adverso, o Real partiu pra cima, deixou espaços e Messi aproveitou. Depois de ser castigado o jogo todo pelo sistema defensivo do time de Madrid, o argentino deixou o dele e deu números finais ao jogo.

Na Itália, Juventus x Milan foi também marcado pelo domínio de um time sobre o outro. No caso, a Juve atuou de maneira segura, saindo na frente com Del Piero convertendo um pênalti sofrido por ele mesmo. O susto veio com o gol de Pato, empatando a partida, mas que logo foi abafado com um de Amauri e outro de Chiellini. No segundo tempo, Ambrosini marcou em um chute que desviou na zaga da Juventus, para depois sofrer mais um de Amauri. No fim, 4x2 para a Velha Senhora de Turim.

O Chelsea teve a chance de tomar a ponta da EPL jogando contra o West Ham em pleno Stamford Bridge, mas empatou em um fraco 1x1. Partida morna, com o visitante saindo na frente. O 1x0 para o West Ham se manteve até meados do segundo tempo, quando Anelka empatou. A partida parecia que ia melhorar, e os Blues até cresceram no jogo, mas foram barrados pela ótima partida do goleiro Green. O empate frustou os torcedores do time Londrino, que perdeu a chance de liderar a Premier League.

Por agora, é isso.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Quem sobe e quem desce

Bomba do dia e contratação do ano que vem, assim foi visto o "pulo do gato" de Ronaldo. Deixando o Flamengo chupando o dedo, o Fenômeno assinou com o Corinthians e em pouco mais de 6 horas, vendeu todas as camisas com seu nome disponíveis na loja oficial do clube. Esse é justamente o efeito que Andrés Sanches esperava, e acertou na mosca (mais uma vez).

O Corinthians vem muito forte ano que vem, para no mínimo, repetir os passos do Grêmio. Do acesso à Libertadores, ou quem sabe, disputa pelo título. É perfeitamente possível com o elenco que o Timão possui hoje, sendo que ainda é bem provável a vinda de mais um ou dois reforços.

Por outro lado...

O Vasco perdeu já Edmundo (que decidiu não seguir meu conselho), Wagner Diniz (que já não era do time desde Setembro) e agora tem que lidar com a saída de Mádson, destaque do time na temporada. Isso deixa o já complicado caminho de volta à Série A ainda mais difícil. Felizmente, hoje foi anunciado o novo patrocínio do clube, com a Eletrobrás, que promete gerar uma boa receita para o clube.

Está aberta então (ou já estava) a temporada de contratações e desmanches. É esperar para ver, e fazer análises sobre os "novos" times do Brasil.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Os destinos e as oportunidades

Com o apito final de Santos x Naútico, chegou ao fim mais um Campeonato Brasileiro. Esse post tem como função comentar um pouco sobre os destinos selados pela competição, a mais disputada de todos os tempos.

O São Paulo sagrou-se Hexacampeão com méritos. A estrutura e o técnico do Tricolor fazem com que qualquer grupo de jogadores dê certo, mesmo aqueles sem grandes nomes. Com a exceção de três ou quatro jogadores, a maioria do time do São Paulo é apenas mediana e muito bem montada por Muricy Ramalho, o melhor técnico brasileiro hoje (junto com Felipão).

O Grêmio lutou até o fim, como de costume, e fez a sua parte. Não foi o suficiente, mas vale salientar o bom trabalho de Roth e o grupo comprometido e com espírito de luta.

Decepção da rodada, o Flamengo tomou uma sapatada do modesto Atlético Paranaense e ficou de fora da Libertadores. O Botafogo até ajudou, vencendo o Palmeiras, mas com o resultado adverso a vaga ficou mesmo com o Verdão.

Descendo mais, muito mais, vem o Vasco. Apesar da queda para a segunda divisão, o sofrimento acabou. Agora é trabalhar para se reestruturar, coisa que o clube tem totais condições de fazer. O ano que vem deve ser o divisor de águas para o Vasco, que precisa se ajeitar dentro e fora de campo, agora com Dinamite no comando e podendo iniciar seu trabalho.

Ainda sobre o Vasco, Edmundo e Pedrinho têm diante de si uma chance rara: embora ambos sejam jogadores reconhecidamente importantes para a história do clube, essa é a hora de assumirem a responsabilidade, pegarem as respectivas camisas e se doarem para trazer o clube de volta para a primeira divisão. É uma chance única para darem um último ato digno à suas carreiras.

Amanhã teremos a premiação dos Melhores do Brasileirão, que divide as expectativas com a revelação da CBF sobre quem são os envolvidos no caso Tardelli (já que a própria entidade admitiu saber quem eram os responsáveis). É esperar para ver.

sábado, 6 de dezembro de 2008

O mistério do Brasileirão

Agora desandou tudo. Só o que faltava para os conspiradores e "coitados" começarem (ou continuarem) com as teorias e acusações levianas ao Campeonato Brasileiro e seu vencedor. Se antes já tinha gente reclamando, agora então...


A história que envolvem o suposto envelope que chegou (ou chegaria) às mãos de Wágner Tardelli é ainda muito nebulosa. É preciso esperar mais até acusar ou mesmo insinuar qualquer coisa sobre o árbitro, que agiu corretamente ao pedir para ser retirado da rodada. Os dirigentes de São Paulo e Grêmio (prováveis interessados na manipulação do resultado na partida) se declararam surpresos, embora houvesse uma diferença dos tons. Enquanto a diretoria do Grêmio atentava para os cuidados a serem tomados com relação a qualquer julgamento de Tardelli antes que qualquer coisa seja esclarecida, o São Paulo se limitava a dizer que o árbitro sorteado para substituí-lo (Jaíton Macedo Freitas, da Bahia) era inexperiente, e que esse caso todo só tinha como função desestabilizar o elenco do Tricolor Paulista. Com isso, só se deve elogiar a Diretoria do Grêmio, que foi calma e atentou para a situação delicada do juíz, e criticar a do São Paulo, que parecia regida por menininhos egoístas e preocupados apenas com seu doce.

Deixando de lado esse caso em especial, é um tanto quanto preocupante ver que ainda acontecem coisas desse tipo por baixo dos panos do futebol. São sujeiras assim que quebram o encanto desse esporte maravilhoso, deixando margem para que todos contestem um título que até em então era legítimo (e talvez ainda seja, dependendo da investigação das autoridades). É realmente uma pena que um caso desses deixe em segundo plano a belíssima rodada que era prevista e que acontecerá em pouco mais de 12 horas. Mas quem se importa, agora?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Título colorado, cor de sangue

A decisão da Copa Sulamericana teve todos os ingredientes de uma final de Copa do Mundo. Jogo disputado, resolvido muito mais no coração do que na técnica e equilibradíssimo.

Verdade que o Internacional jogou muito abaixo do que era esperado, depois do show dado em plena casa do Estudiantes. O início do jogo em Porto Alegre também foi promissor, mas foi se tornando cada vez mais um embate equilibrado até que, em um dado momento, o Estudiantes dominou a partida. Com o fim do primeiro tempo, parecia que o Internacional voltaria mais calmo e pronto para explorar os espaços que o adversário naturalmente daria, quando tivesse que sair do jogo.

Nada disso aconteceu. Apesar de ter realmente voltado mais tranquilo, o Inter aproveitou muito mal os contra-ataques e não produzia. Alex e D'alessandro caíram de produção em relação ao primeiro tempo e deixaram o Estudiantes crescer. Assim, inevitavelmente, o adversário chegou ao gol e pôs fogo no jogo. Os minutos que levaram ao fim do segundo tempo mostraram um Internacional meio perdido e até amedrontado, mas que não se rendia. Nilmar corria para todos os lados, assim como Magrão (que saiu exausto na prorrogação).

No tempo extra, o Colorado pressionou a maior parte do tempo e, em uma jogada enrolada na área achou seu gol, faltando poucos minutos para o fim do jogo. O Estudiantes ainda teve tempo para ter um jogador expulso, mas nada mais.

Parabéns ao Internacional, que conquista mais um título (este inédito para clubes do Brasil) com todos os méritos. Foi o time que mostrou o melhor futebol e é apenas de se lamentar que o conjunto tenha demorado para se entrosar. Caso isso tivesse acontecido antes, sem dúvida seria um dos que hoje disputam a Libertadores e, quem sabe, estivesse até na disputa com São Paulo e Grêmio pelo título.