O Fluminense cumpriu sua missão. O ponto conseguido hoje, no Morumbi, garantiu o time na Série A e o colocou na briga por uma vaga na Copa Sulamericana do ano que vem. Além disso, alegrou aos que secavam o São Paulo (principalmente Gremistas), impedindo que a festa do Hexa fosse comemorada em casa. Aliás, é de certa forma irritante a propriedade com que alguns afirmam que haverá festa do Hexacampeonato Tricolor, sem que isso esteja matematicamente provado.
Obviamente, antes dessa rodada, o São Paulo era favorito ao título, pela matemática. A questão que incomodava, ao menos a mim, era a certeza com que alguns afirmavam que o time seria campeão hoje, como se o jogo contra o Fluminense fosse mero detalhe. Mais que isso, a certeza de que o time será campeão, não importando os confrontos que faltavam. Existe grande diferença entre favoritismo e algo definido. Apenas esses cinco pontos de vantagem para o Grêmio, nesse campeonato tão equilibrado, pouco significa.
Dito e feito, o Fluminense acabou com a festa, por enquanto. E na última rodada, tudo pode acontecer. O futebol é uma... não, não. Muito batido. Mas vocês sabem...
domingo, 30 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Seleção do Brasileirão
Com a divulgação hoje dos indicados para os prêmios de melhores do Brasileirão, começaram a pipocar as escalações da equipe do campeonato. Obviamente, eu é que não ia ficar de fora.
Exponho abaixo a minha Seleção do Brasileirão, e existem alguns "poréns", sobre os quais falarei depois. Lembrando sempre que essa equipe foi montada dentro das escolhas oferecidas pela CBF para cada posição!
Victor - Grêmio
Juan - Flamengo
Thiago Silva - Fluminense
Miranda - SPFC
Vítor - Goiás
Hernanes - SPFC
Ramírez - Cruzeiro
Alex - Internacional
Tcheco - Grêmio
Keirrisson - Coritiba
Nilmar - Internacional
Observações pertinentes:
1) Na minha opinião, o artilheiro do campeonato obrigatoriamente deve estar na seleção. Porém, como o campeonato ainda não acabou, e nesse caso específico, Keirrisson e Kléber Pereira (os dois mais fortes candidatos) estão disputando a mesma vaga (e a artilharia), optei pelo Keirrisson.
2) Dúvida cruel entre Diego Souza e Tcheco. O primeiro teve boas atuações no início do campeonato, mas caiu muito do meio para o fim. Já o segundo, se destacou na segunda parte da competição, e mantém um bom nível até agora.
3) Difícil também foi escolher o lateral direito. Nessa hora pesou minha consciência tática, e preteri Leonardo Moura, que foi tão bom quanto Vítor, mas que atua mais como ala e não defende tão bem.
4) Jogador digníssimo de nota: Madson. Na minha opinião deveriam abolir o prêmio "Craque da Galera" (que não passa de um chamariz para torcida), e instituir a categoria "Coração na Chuteira". Madson ganharia por unânimidade.
Sobre as outras premiações que irão ocorrer também, cito os meus escolhidos:
Treinador: Muricy Ramalho - SPFC (indiscutível, apesar do ótimo trabalho de Celso Roth)
Revelação: Keirrisson - Coritiba
Craque: Alex - Internacional
Árbitro: Leandro Vuaden - RS
Exponho abaixo a minha Seleção do Brasileirão, e existem alguns "poréns", sobre os quais falarei depois. Lembrando sempre que essa equipe foi montada dentro das escolhas oferecidas pela CBF para cada posição!
Victor - Grêmio
Juan - Flamengo
Thiago Silva - Fluminense
Miranda - SPFC
Vítor - Goiás
Hernanes - SPFC
Ramírez - Cruzeiro
Alex - Internacional
Tcheco - Grêmio
Keirrisson - Coritiba
Nilmar - Internacional
Observações pertinentes:
1) Na minha opinião, o artilheiro do campeonato obrigatoriamente deve estar na seleção. Porém, como o campeonato ainda não acabou, e nesse caso específico, Keirrisson e Kléber Pereira (os dois mais fortes candidatos) estão disputando a mesma vaga (e a artilharia), optei pelo Keirrisson.
2) Dúvida cruel entre Diego Souza e Tcheco. O primeiro teve boas atuações no início do campeonato, mas caiu muito do meio para o fim. Já o segundo, se destacou na segunda parte da competição, e mantém um bom nível até agora.
3) Difícil também foi escolher o lateral direito. Nessa hora pesou minha consciência tática, e preteri Leonardo Moura, que foi tão bom quanto Vítor, mas que atua mais como ala e não defende tão bem.
4) Jogador digníssimo de nota: Madson. Na minha opinião deveriam abolir o prêmio "Craque da Galera" (que não passa de um chamariz para torcida), e instituir a categoria "Coração na Chuteira". Madson ganharia por unânimidade.
Sobre as outras premiações que irão ocorrer também, cito os meus escolhidos:
Treinador: Muricy Ramalho - SPFC (indiscutível, apesar do ótimo trabalho de Celso Roth)
Revelação: Keirrisson - Coritiba
Craque: Alex - Internacional
Árbitro: Leandro Vuaden - RS
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
O urubu e sua caça
Com algum atraso (que inclusive me ajudou a ver os desdobramentos do ocorrido), venho aqui falar sobre o Flamengo e Cruzeiro da última rodada do Brasileirão, um jogo que tomou proporções bem além daquelas que a maioria gostaria, e por um motivo desnecessário.
Devo concordar com algumas das palavras do presidente do Cruzeiro. A maneira com que o erro do árbitro Simon está sendo tratado faz parecer que o jogo teve apenas 5 minutos, e que o Flamengo perdeu somente por causa do erro no lance sobre Diego Tardelli. Inclusive, erro que não julgo tão clamoroso como alguns outros dizem. Já vimos muitos lances parecidos com esse durante todo o campeonato, e entre marcados ou não, nenhum pênalti deu tanta repercussão.
Em tempo, pior que a repercussão exagerada em cima de um erro comum é a suposta atitude tomada pela diretoria do Flamengo de enviar um DVD com o tal lance para a FIFA, pedindo a exclusão de Simon do quadro da entidade. Me faltam palavras para classificar tal atitude, mas com certeza seria algo entre "ridícula" e "infantil". Não me lembro do Flamengo (ou qualquer outro time, aliás), fazer um DVD com erros dos juízes que favoreceram seus times. Para um grupo que cansou de tripudiar em cima de reclamações dos adversários sobre arbitragem, essa é sem dúvida uma atitude bem mais risível do que as outras.
Verdade que não é o primeiro lance em que Simon erra, ou hesita em marcar uma infração, contra o time da casa em um momento capital do jogo. Isso precisa ser revisto por ele mesmo, e falar que "ele ficou com medo do Mineirão" é puro palpite. Sua capacidade está fora de questão, pela qualidade que sempre mostrou ao apitar muitos jogos ao longo de sua carreira (tirando esses 3 ou 4 lances, mas que também não são exclusividade sua) e não deve se tornar caça de um urubu faminto, que perdeu o almoço para a raposa.
Devo concordar com algumas das palavras do presidente do Cruzeiro. A maneira com que o erro do árbitro Simon está sendo tratado faz parecer que o jogo teve apenas 5 minutos, e que o Flamengo perdeu somente por causa do erro no lance sobre Diego Tardelli. Inclusive, erro que não julgo tão clamoroso como alguns outros dizem. Já vimos muitos lances parecidos com esse durante todo o campeonato, e entre marcados ou não, nenhum pênalti deu tanta repercussão.
Em tempo, pior que a repercussão exagerada em cima de um erro comum é a suposta atitude tomada pela diretoria do Flamengo de enviar um DVD com o tal lance para a FIFA, pedindo a exclusão de Simon do quadro da entidade. Me faltam palavras para classificar tal atitude, mas com certeza seria algo entre "ridícula" e "infantil". Não me lembro do Flamengo (ou qualquer outro time, aliás), fazer um DVD com erros dos juízes que favoreceram seus times. Para um grupo que cansou de tripudiar em cima de reclamações dos adversários sobre arbitragem, essa é sem dúvida uma atitude bem mais risível do que as outras.
Verdade que não é o primeiro lance em que Simon erra, ou hesita em marcar uma infração, contra o time da casa em um momento capital do jogo. Isso precisa ser revisto por ele mesmo, e falar que "ele ficou com medo do Mineirão" é puro palpite. Sua capacidade está fora de questão, pela qualidade que sempre mostrou ao apitar muitos jogos ao longo de sua carreira (tirando esses 3 ou 4 lances, mas que também não são exclusividade sua) e não deve se tornar caça de um urubu faminto, que perdeu o almoço para a raposa.
domingo, 23 de novembro de 2008
A bola pune
Já dizia o avô: "o castigo vem à cavalo" ou "a justiça tarda, mas não falha". Pois é, hoje foi feita justiça no futebol, e das boas.
Sinceramente, não é de meu feitio criticar tenazmente algo ou alguém por um erro, até porque todos são passíveis de escorregões ao longo da vida. Adiciono ainda que, na tentativa de ser imparcial aqui no blog, procuro não deixar que essas críticas sobressaiam demais nos textos, mesmo quando deveriam. Acho que sou um pouco de morde-assopra, ou talvez eu tente mostrar sempre os dois lados da moeda. Porém, hoje não há.
O Grêmio pagou um alto preço pela sua "filosofia de jogo" (entre aspas, pela estupidez que significa adotar algo do tipo, quando tratamos de um clube e não de um técnico ou grupo de jogadores). Demitir Vágner Mancini durante o Gaúchão, quando ele vinha em uma boa fase, apenas porque ele jogava de forma ofensiva demais para os padrões Grêmio de jogo foi uma das coisas mais rídiculas que já vi em (alguns poucos, admito) anos de futebol.
Para seu lugar trouxeram Celso Roth, que não é um técnico ruim, mas que trouxe de volta exatamente o que o clube parecia querer: futebol feio e, nas palavras dos torcedores, eficiente. Pois aí está hoje comprovada a eficiência do futebol do Grêmio, sendo sumariamente humilhado frente a um time sem maiores pretensões no campeonato, em um jogo decisivo da reta final. E aí?
Vejam bem, não digo e nem teria a ousadia de dizer que, com Mancini, o Grêmio seria campeão, ou algo do tipo. O tema central aqui é sobre a atitude de tirar do cargo um treinador que vinha bem apenas para fazer média com a torcida, porque era exatamente o que essa medida visava. Aliás, sem querer entrar em alguns outros temas mais polêmicos e delicados, é um pouco assustador ver que ainda existam diretorias de clubes que apóiam algumas filosofias da torcida, que no caso do Grêmio vão um pouco além do futebol de dentro do campo. Tendo em vista alguns problemas recentes que vêm ocorrendo, algo deveria ser revisto pelos homens de colarinho do Tricolor Gaúcho no sentido de controlar suas torcidas organizadas e manter um clima de paz no Olímpico.
É de se esperar também que, com o acontecido de hoje, ela tenha aprendido algo (do modo difícil) sobre entender que o que é melhor pro clube nem sempre agrada a torcida, à princípio, mas não se pode ser "populista" sempre e achar que dará resultado.
Sinceramente, não é de meu feitio criticar tenazmente algo ou alguém por um erro, até porque todos são passíveis de escorregões ao longo da vida. Adiciono ainda que, na tentativa de ser imparcial aqui no blog, procuro não deixar que essas críticas sobressaiam demais nos textos, mesmo quando deveriam. Acho que sou um pouco de morde-assopra, ou talvez eu tente mostrar sempre os dois lados da moeda. Porém, hoje não há.
O Grêmio pagou um alto preço pela sua "filosofia de jogo" (entre aspas, pela estupidez que significa adotar algo do tipo, quando tratamos de um clube e não de um técnico ou grupo de jogadores). Demitir Vágner Mancini durante o Gaúchão, quando ele vinha em uma boa fase, apenas porque ele jogava de forma ofensiva demais para os padrões Grêmio de jogo foi uma das coisas mais rídiculas que já vi em (alguns poucos, admito) anos de futebol.
Para seu lugar trouxeram Celso Roth, que não é um técnico ruim, mas que trouxe de volta exatamente o que o clube parecia querer: futebol feio e, nas palavras dos torcedores, eficiente. Pois aí está hoje comprovada a eficiência do futebol do Grêmio, sendo sumariamente humilhado frente a um time sem maiores pretensões no campeonato, em um jogo decisivo da reta final. E aí?
Vejam bem, não digo e nem teria a ousadia de dizer que, com Mancini, o Grêmio seria campeão, ou algo do tipo. O tema central aqui é sobre a atitude de tirar do cargo um treinador que vinha bem apenas para fazer média com a torcida, porque era exatamente o que essa medida visava. Aliás, sem querer entrar em alguns outros temas mais polêmicos e delicados, é um pouco assustador ver que ainda existam diretorias de clubes que apóiam algumas filosofias da torcida, que no caso do Grêmio vão um pouco além do futebol de dentro do campo. Tendo em vista alguns problemas recentes que vêm ocorrendo, algo deveria ser revisto pelos homens de colarinho do Tricolor Gaúcho no sentido de controlar suas torcidas organizadas e manter um clima de paz no Olímpico.
É de se esperar também que, com o acontecido de hoje, ela tenha aprendido algo (do modo difícil) sobre entender que o que é melhor pro clube nem sempre agrada a torcida, à princípio, mas não se pode ser "populista" sempre e achar que dará resultado.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Dunga e mais uma trapalhada
Mais uma vez, o Dunga estragou tudo em um jogo. A vitória sólida, contundente e até inesperada pôs por terra as "supostas" pretensões da CBF de alçar Muricy Ramalho ao cargo de treinador da seleção. E agora?
Sobre o jogo de ontem, é difícil fazer qualquer análise sobre a partida em si. O Brasil jogou à todo vapor, enquanto Portugal parecia estar com o freio de mão puxado. Muito se esperava de Kaká e Cristiano Ronaldo, mas só o primeiro retribuiu a expectativa depositada nele, já que o português fez uma partida bem abaixo do esperado.
Para não faltar um elogio justo, dentro do que é considerado a base de trabalho de Dunga, o meio campo armado pelo treinador é de longe o melhor de toda a "Era Dunga". Por mais que desagrade algumas pessoas, dificilmente a escalação mudará da água para o vinho, e não pode nem de longe ser considerada ruim. Obviamente sempre existirão dissidências sobre quais jogadores são convocados e escalados, mas no que diz respeito ao padrão de jogo, parece que o time está formado. Ao menos, espero que sim.
Sejamos justos; verdade que Dunga fez algumas trapalhadas durante seu período como treinador, e ainda as fará, pois é um técnico com pouca experiência. Porém, é extremamente injusto receber o tanto de críticas que recebe, e da maneira que vêm. Apesar de sua rabugice constante, é claro e manifesto o pouco respeito que torcida e parte da imprensa têm com ele, o que torna a relação entre as partes complicada e completamente compreensível.
Sobre o jogo de ontem, é difícil fazer qualquer análise sobre a partida em si. O Brasil jogou à todo vapor, enquanto Portugal parecia estar com o freio de mão puxado. Muito se esperava de Kaká e Cristiano Ronaldo, mas só o primeiro retribuiu a expectativa depositada nele, já que o português fez uma partida bem abaixo do esperado.
Para não faltar um elogio justo, dentro do que é considerado a base de trabalho de Dunga, o meio campo armado pelo treinador é de longe o melhor de toda a "Era Dunga". Por mais que desagrade algumas pessoas, dificilmente a escalação mudará da água para o vinho, e não pode nem de longe ser considerada ruim. Obviamente sempre existirão dissidências sobre quais jogadores são convocados e escalados, mas no que diz respeito ao padrão de jogo, parece que o time está formado. Ao menos, espero que sim.
Sejamos justos; verdade que Dunga fez algumas trapalhadas durante seu período como treinador, e ainda as fará, pois é um técnico com pouca experiência. Porém, é extremamente injusto receber o tanto de críticas que recebe, e da maneira que vêm. Apesar de sua rabugice constante, é claro e manifesto o pouco respeito que torcida e parte da imprensa têm com ele, o que torna a relação entre as partes complicada e completamente compreensível.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Crise em Madrid, calmaria em Barcelona
Durante a pré-temporada européia, quem viu as contratações do Barcelona e toda sua "reestruturação" depois de um ciclo de sucessos só podia esperar uma temporada complicada para os catalões. Enquanto isso, o Real Madrid, campeão, contratava pontualmente e se reforçou muito pouco para o ano, dando a pinta de que estava tudo tranquilo no time da capital espanhola.
Estava. Bastaram algumas derrotas em sequência com más atuações e tudo se tornou um caldeirão. Bem verdade que o time não vinha bem, apesar de ganhando, e mostrava muitos problemas defensivos, principalmente. Mesmo assim, o caos instaurado no Santiago Bernabéu depois das duas derrotas contra Juventus pela UCL e mais alguns tropeços no espanhol (entre eles contra o modestíssimo Valladolid) surpreendeu a muitos.
Alguns fatores unidos levaram a isso, já que uma Diretoria omissa (e um tanto quanto incompetente), um técnico pouco experiente e um elenco que há tempos têm egos difíceis de se controlar, misturados, não dariam uma boa mistura. Além disso, o time mostra que faltam algumas peças de reposição, em especial agora com a lesão de Ruud van Nistelrooy, que era peça chave no time.
Alheio aos problemas do rival, o Barcelona navega na calmaria rumo ao clássico, um dos mais importantes do futebol mundial. Uma bela inversão de papéis em pouco menos de 6 meses. O campeonato promete!
Estava. Bastaram algumas derrotas em sequência com más atuações e tudo se tornou um caldeirão. Bem verdade que o time não vinha bem, apesar de ganhando, e mostrava muitos problemas defensivos, principalmente. Mesmo assim, o caos instaurado no Santiago Bernabéu depois das duas derrotas contra Juventus pela UCL e mais alguns tropeços no espanhol (entre eles contra o modestíssimo Valladolid) surpreendeu a muitos.
Alguns fatores unidos levaram a isso, já que uma Diretoria omissa (e um tanto quanto incompetente), um técnico pouco experiente e um elenco que há tempos têm egos difíceis de se controlar, misturados, não dariam uma boa mistura. Além disso, o time mostra que faltam algumas peças de reposição, em especial agora com a lesão de Ruud van Nistelrooy, que era peça chave no time.
Alheio aos problemas do rival, o Barcelona navega na calmaria rumo ao clássico, um dos mais importantes do futebol mundial. Uma bela inversão de papéis em pouco menos de 6 meses. O campeonato promete!
sábado, 15 de novembro de 2008
O pisca-pisca Cruzeirense
O título fala por si: essa é a sina do Cruzeiro desde a fantástica Tríplice Coroa de Alex e cia, há alguns anos atrás. O que dá mais desgosto ao torcedor da Raposa é que o time raramente passou por momentos complicados ao longo dos anos recentes, sempre com boas equipes, a estrutura que já é marca do clube, um futebol de bom nível, e tudo isso se perde nos apagões esporádicos, mas regulares do time.
Muitos técnicos passaram pela Toca da Raposa, e nenhum conseguiu mudar esse comportamento anormal e inexplicável do time, que dá sempre sinais de que brigará forte pelo título, e que de repente põe tudo a perder em jogos menos complicados, ou quando não consegue o resultado em um jogo decisivo.
O Cruzeiro tem um bom time, mas que é superestimado. No fim do ano, provavelmente, os 3 jogadores fundamentais do time sairão, e não restará nada na equipe que a classifique como acima da média. Guilherme, Ramirez e Wagner são, sem dúvidas, ótimos jogadores, mas retém a maior parte da responsabilidade sobre o rendimento do time, e nem sempre podem corresponder. Isso, em parte, explica essa nova decepção para os simpatizantes da Raposa. O que preocupa é a parte inexplicável e desconhecida, que faz um dos times que disputa (ou disputava) o título nacional perder de forma tão contundente e até constrangedora para um time modesto como o do Náutico, mesmo jogando fora de casa.
Muitos técnicos passaram pela Toca da Raposa, e nenhum conseguiu mudar esse comportamento anormal e inexplicável do time, que dá sempre sinais de que brigará forte pelo título, e que de repente põe tudo a perder em jogos menos complicados, ou quando não consegue o resultado em um jogo decisivo.
O Cruzeiro tem um bom time, mas que é superestimado. No fim do ano, provavelmente, os 3 jogadores fundamentais do time sairão, e não restará nada na equipe que a classifique como acima da média. Guilherme, Ramirez e Wagner são, sem dúvidas, ótimos jogadores, mas retém a maior parte da responsabilidade sobre o rendimento do time, e nem sempre podem corresponder. Isso, em parte, explica essa nova decepção para os simpatizantes da Raposa. O que preocupa é a parte inexplicável e desconhecida, que faz um dos times que disputa (ou disputava) o título nacional perder de forma tão contundente e até constrangedora para um time modesto como o do Náutico, mesmo jogando fora de casa.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Tudo azul
Ontem o Avaí coroou um trabalho digníssimo na segunda divisão. Um time com pouco investimento, que montou uma equipe enxuta de alguns bons jogadores, tendo inclusive negociado Vandinho no meio do ano com o Flamengo, e que nem perdendo seu principal artilheiro teve uma queda brusca de rendimento.
Em uma Série B dominada pelo gigante Corinthians e sua quantia absurda de dinheiro (nos padrões do campeonato que disputou), o Avaí se manteve sempre como um dos favoritos "depois do favorito", e soube o tempo todo que disputava 3 vagas para o acesso à elite do futebol nacional. Dessa forma, atingiu seus objetivos até com alguma tranquilidade e sem maiores problemas.
Fica aqui um elogio a ótima gestão do Avaí, e a esperança de que esse trabalho não empaque, para que o time dê o seu melhor na primeira divisão.
Em uma Série B dominada pelo gigante Corinthians e sua quantia absurda de dinheiro (nos padrões do campeonato que disputou), o Avaí se manteve sempre como um dos favoritos "depois do favorito", e soube o tempo todo que disputava 3 vagas para o acesso à elite do futebol nacional. Dessa forma, atingiu seus objetivos até com alguma tranquilidade e sem maiores problemas.
Fica aqui um elogio a ótima gestão do Avaí, e a esperança de que esse trabalho não empaque, para que o time dê o seu melhor na primeira divisão.
domingo, 9 de novembro de 2008
O fator Ancelotti
O degradante (para não dizer ridículo) empate do Milan com o Lecce hoje, pelo Campeonato Italiano, é só mais uma reprise de um filme velho. Quantas vezes não se viu a mesmíssima coisa que aconteceu hoje, só mudando o time adversário? O Milan sai na frente, o técnico resolve segurar o resultado mesmo tendo uma superioridade clara sobre a outra equipe e sofre um gol no fim da partidade, jogando por terra todos os últimos 90 minutos.
Isso é o fator Ancelotti, que decide mais jogos que bola parada, erros de arbitragem e falhas individuais, e sempre contra o Milan. Como de costume, as alterações no decorrer da partida feitas pelo italiano acabam aleijando a criatividade e ofensividade de seu time, que passa de controlador à controlado no jogo. E assim se vão mais alguns pontinhos valiosos.
Verdade seja dita, ao menos os "11 iniciais" de Ancelotti melhoraram muito com as contratações dessa temporada, e passou a atuar mais pra frente do que era o usual. Uma pena que ele mesmo decida acabar com essa postura depois de fazer um mísero gol, independente do time.
Da série perguntar não ofende: alguém lembra o último jogo que o Ancelotti decidiu com uma alteração?
Isso é o fator Ancelotti, que decide mais jogos que bola parada, erros de arbitragem e falhas individuais, e sempre contra o Milan. Como de costume, as alterações no decorrer da partida feitas pelo italiano acabam aleijando a criatividade e ofensividade de seu time, que passa de controlador à controlado no jogo. E assim se vão mais alguns pontinhos valiosos.
Verdade seja dita, ao menos os "11 iniciais" de Ancelotti melhoraram muito com as contratações dessa temporada, e passou a atuar mais pra frente do que era o usual. Uma pena que ele mesmo decida acabar com essa postura depois de fazer um mísero gol, independente do time.
Da série perguntar não ofende: alguém lembra o último jogo que o Ancelotti decidiu com uma alteração?
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Choros e apitos
Uma coisa marcante desse ano foi a cena (acho que inédita) do time do Botafogo na entrevista coletiva depois da derrota para o Flamengo, pelo Campeonato Carioca. O chamado "chororô" foi tema de discussão por algum tempo, gerou piadas, teve simpatizantes, criou cantos de torcidas... E tem tudo para voltar.
Em um espaço de 10 dias o Botafogo foi prejudicado em dois jogos consecutivos. Contra o São Paulo, um lance que alguns consideram "questionável", o que eu concordo (embora ache que alguns lances questionáveis contra o São Paulo quase sempre sejam decididos à favor da equipe paulista). Já contra o Atlético MG, dois erros grosseiros decidiram a partida, jogando por terra todo o trabalho do time no ano. O Botafogo tinha condições de manter o empate contra o São Paulo em casa, que era um bom resultado, e muito provavelmente ganharia do Atlético, em Minas, e somaria importantes 4 pontos, que o manteriam vivo no Campeonato. Não aconteceu.
Enquanto isso, uma batalha era travada fora dos campos. Por algum motivo, Botafogo x Flamengo seria jogado no Maracanã, sob a alegação da "falta de segurança" nos entornos do estádio. Bom, nesse caso acho que o melhor seria suspender todos os clássicos do Brasileirão, até porque no Flamengo x Vasco houve problemas sérios no metrô, nos ônibus e até na Avenida Brasil.
Mais uma vez, prevaleceu o "mau-senso", e o Botafogo "perdeu" um mando de campo, sem motivo. O time teria todos os motivos do mundo para reclamar, e alguns torcedores inclusive eram a favor de que o Botafogo entrasse em campo no Engenhão, enquanto o Flamengo o faria no Maracanã, e aí levar a questão para um tribunal arbitral. A hipótese foi descartada, sem maiores comentários da Diretoria "chorona".
Por fim, os fogos de artifício da festa: está escalado para partida o mesmo árbitro da fatídica final do Carioca. O que dizer sobre isso? Não basta ser prejudicado seguidamente (deixando claro que não acredito em complô, apesar de tudo isso), e agora é preciso "judiar" do Botafogo, retirando jogos do seu estádio e escalando juízes envolvidos em polêmicas com os dois times e que não vem apitando bem ao longo do ano?
É, não há muito mais o que dizer. O pior é ver que, caso aconteça algum problema em campo, dirão que o Botafogo é "desequilibrado" e "precisa de psicólogos". Com razão!
Em um espaço de 10 dias o Botafogo foi prejudicado em dois jogos consecutivos. Contra o São Paulo, um lance que alguns consideram "questionável", o que eu concordo (embora ache que alguns lances questionáveis contra o São Paulo quase sempre sejam decididos à favor da equipe paulista). Já contra o Atlético MG, dois erros grosseiros decidiram a partida, jogando por terra todo o trabalho do time no ano. O Botafogo tinha condições de manter o empate contra o São Paulo em casa, que era um bom resultado, e muito provavelmente ganharia do Atlético, em Minas, e somaria importantes 4 pontos, que o manteriam vivo no Campeonato. Não aconteceu.
Enquanto isso, uma batalha era travada fora dos campos. Por algum motivo, Botafogo x Flamengo seria jogado no Maracanã, sob a alegação da "falta de segurança" nos entornos do estádio. Bom, nesse caso acho que o melhor seria suspender todos os clássicos do Brasileirão, até porque no Flamengo x Vasco houve problemas sérios no metrô, nos ônibus e até na Avenida Brasil.
Mais uma vez, prevaleceu o "mau-senso", e o Botafogo "perdeu" um mando de campo, sem motivo. O time teria todos os motivos do mundo para reclamar, e alguns torcedores inclusive eram a favor de que o Botafogo entrasse em campo no Engenhão, enquanto o Flamengo o faria no Maracanã, e aí levar a questão para um tribunal arbitral. A hipótese foi descartada, sem maiores comentários da Diretoria "chorona".
Por fim, os fogos de artifício da festa: está escalado para partida o mesmo árbitro da fatídica final do Carioca. O que dizer sobre isso? Não basta ser prejudicado seguidamente (deixando claro que não acredito em complô, apesar de tudo isso), e agora é preciso "judiar" do Botafogo, retirando jogos do seu estádio e escalando juízes envolvidos em polêmicas com os dois times e que não vem apitando bem ao longo do ano?
É, não há muito mais o que dizer. O pior é ver que, caso aconteça algum problema em campo, dirão que o Botafogo é "desequilibrado" e "precisa de psicólogos". Com razão!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Real Freguesia
Para fazer justiça, estréio hoje aqui a parte "mundial" do Blog, como simpatizante do Real Madrid e para, digamos, cornetar a equipe espanhola.
Que jogo ridículo fez o Real nessa quarta feira. Meu Deus. Risível, para não dizer Chorável.
Casillas em um péssimo dia, a zaga sem segurança, o meio sem brilho e o ataque inoperante. De bom, houve uma atuação acima da média de Heinze, Diarra lutando muito e Van Nistelrooy tentando buscar o jogo, sem sucesso.
Aos que acharam que o "pequeno vexame" do primeiro jogo se deu por atuar fora de casa, está provado que a Juventus é superior na parte tática e individualmente é um time mais "equilibrado" do que o Real Madrid, no sentido em que os jogadores são mais mediados em todas as posições, enquanto o time merengue possui alguns buracos na equipe que são ocupados por jogadores de talento duvidoso. O que dizer da atuação ridícula do holandês Drenthe? E do vaga-lume Guti?
Sem deixar de falar do time italiano, que bola joga o Del Piero. Ícone de um time, de uma era e de uma torcida, faz valer sua vaga no time titular jogando muito futebol, ao contrário de um outro jogador que continua titularíssimo em sua equipe com uma bolinha um bocado murcha e irregular.
Que jogo ridículo fez o Real nessa quarta feira. Meu Deus. Risível, para não dizer Chorável.
Casillas em um péssimo dia, a zaga sem segurança, o meio sem brilho e o ataque inoperante. De bom, houve uma atuação acima da média de Heinze, Diarra lutando muito e Van Nistelrooy tentando buscar o jogo, sem sucesso.
Aos que acharam que o "pequeno vexame" do primeiro jogo se deu por atuar fora de casa, está provado que a Juventus é superior na parte tática e individualmente é um time mais "equilibrado" do que o Real Madrid, no sentido em que os jogadores são mais mediados em todas as posições, enquanto o time merengue possui alguns buracos na equipe que são ocupados por jogadores de talento duvidoso. O que dizer da atuação ridícula do holandês Drenthe? E do vaga-lume Guti?
Sem deixar de falar do time italiano, que bola joga o Del Piero. Ícone de um time, de uma era e de uma torcida, faz valer sua vaga no time titular jogando muito futebol, ao contrário de um outro jogador que continua titularíssimo em sua equipe com uma bolinha um bocado murcha e irregular.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Sobre Maradona e sua nova carreira
É impossível deixar passar a oportunidade de falar sobre a entrada de Maradona no cargo de técnico da Seleção Argentina de Futebol. Uma escolha surpreendente, mas que nem de longe incomoda os argentinos em geral. Estranho, aliás, que essa escolha lá não seja tão criticada quanto a do Dunga foi aqui, considerando que o segundo sempre foi muito mais profissional e bom exemplo do que o primeiro (e sabe tanto quanto o outro sobre táticas, esquemas de jogo, jogadas ensaiadas e etc, ou seja, quase nada).
Não há dúvidas, ao menos para mim, que Don Diego terá problemas com essa equipe. Ao contrário do que dizem, a Argentina não tem um time tão bom assim. Na verdade, ela alterna posições onde possui titulares absolutos e inquestionáveis e outras onde qualquer um serve. Literalmente. A defesa argentina é de doer, e só não passa mais sufoco por causa do regular (e nada mais que isso) Heinze e do ótimo volante Mascherano. O meio passa por constantes alterações, e Maradona ainda vai ter que lidar com o fato de que Aguero, Tevez e Messi disputam duas vagas (ou três, se mudar o esquema de jogo).
Para um técnico iniciante, certamente vai ser difícil lidar com as pressões e os dilemas que um seleção tradicional traz consigo. Mesmo com todo seu carisma e liderança, Dieguito vai ter que se virar para fazer a Argentina jogar bola e provar o que muitos dizem: sua posição como melhor futebol sulamericano, atualmente, equanto o Brasil come pelas beiradas (irregularmente) com Dunga.
É Maradona, vê lá no que você se meteu. De todas as suas carreiras, essa é a que pode te fazer mais mal.
Não há dúvidas, ao menos para mim, que Don Diego terá problemas com essa equipe. Ao contrário do que dizem, a Argentina não tem um time tão bom assim. Na verdade, ela alterna posições onde possui titulares absolutos e inquestionáveis e outras onde qualquer um serve. Literalmente. A defesa argentina é de doer, e só não passa mais sufoco por causa do regular (e nada mais que isso) Heinze e do ótimo volante Mascherano. O meio passa por constantes alterações, e Maradona ainda vai ter que lidar com o fato de que Aguero, Tevez e Messi disputam duas vagas (ou três, se mudar o esquema de jogo).
Para um técnico iniciante, certamente vai ser difícil lidar com as pressões e os dilemas que um seleção tradicional traz consigo. Mesmo com todo seu carisma e liderança, Dieguito vai ter que se virar para fazer a Argentina jogar bola e provar o que muitos dizem: sua posição como melhor futebol sulamericano, atualmente, equanto o Brasil come pelas beiradas (irregularmente) com Dunga.
É Maradona, vê lá no que você se meteu. De todas as suas carreiras, essa é a que pode te fazer mais mal.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Craque do Campeonato?
Por algumas vezes durante o ano foi levantada a questão sobre o enfraquecimento do futebol no Brasil. Muitos dizem que os craques e bons jogadores são levados daqui, e fazemos um campeonato apenas com "sobras" e jogadores velhos. Uma injustiça, embora não longe da verdade.
Durante a tão falada janela de transferências do meio do ano muitos jogadores foram para a Europa. A diferença é que antes mesmo dela, o futebol mostrado aqui já não era dos melhores. Tirando alguns poucos jogadores, cinco ou seis no máximo, os outros eram apenas comuns ou jogadores extremamente jovens, que não passam de apostas para os clubes no exterior (e que seriam igualmente apostas aqui). Então a culpa pelo o "baixo nível técnico" não é dos clubes de fora.
Deixando de lado essa questão, e indo ao que realmente interessa, ao menos nessa postagem: quem é o craque do Brasileirão? Sem dúvida, difícil escolher. O Brasil vem primando pelo jogo coletivo, e é raro que um jogador só desequilibre várias partidas ao longo do ano. A saída dos "craques" contribui para isso. Assim, só nos resta escolher os mais regulares. Fica registrado aqui meu pitaco: Alex, do Internacional.
Outros dignos de nota são Keirrisson (que deve levar o prêmio de Revelação), Nilmar (voltou a jogar bem depois de todos os problemas físicos), Diego Souza e Alex (que decidiram algumas partidas a favor de seus times, mesmo atuando no meio) e Vitor (fechou o gol do Grêmio vários jogos).
Concorda? Discorda? Deixe seu palpite nos comentários dessa postagem!
Durante a tão falada janela de transferências do meio do ano muitos jogadores foram para a Europa. A diferença é que antes mesmo dela, o futebol mostrado aqui já não era dos melhores. Tirando alguns poucos jogadores, cinco ou seis no máximo, os outros eram apenas comuns ou jogadores extremamente jovens, que não passam de apostas para os clubes no exterior (e que seriam igualmente apostas aqui). Então a culpa pelo o "baixo nível técnico" não é dos clubes de fora.
Deixando de lado essa questão, e indo ao que realmente interessa, ao menos nessa postagem: quem é o craque do Brasileirão? Sem dúvida, difícil escolher. O Brasil vem primando pelo jogo coletivo, e é raro que um jogador só desequilibre várias partidas ao longo do ano. A saída dos "craques" contribui para isso. Assim, só nos resta escolher os mais regulares. Fica registrado aqui meu pitaco: Alex, do Internacional.
Outros dignos de nota são Keirrisson (que deve levar o prêmio de Revelação), Nilmar (voltou a jogar bem depois de todos os problemas físicos), Diego Souza e Alex (que decidiram algumas partidas a favor de seus times, mesmo atuando no meio) e Vitor (fechou o gol do Grêmio vários jogos).
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