terça-feira, 10 de agosto de 2010

A Era da naturalidade

Começou uma nova fase na Seleção, e os primeiros 90 minutos de Mano Menezes como técnico do Brasil foram muito promissores. Depois de um começo nervoso, quando mostrou toda a falta de entrosamento dos jogadores. Nada mais natural.

Com o passar dos minutos a bola rodou mais, Ganso passou a aparecer mais no jogo, Ramires começou a se mover nos espaços vazios e o time cresceu. A zaga sofreu com alguns momentos de indecisão, mas mostrou potencial para ser igualmente boa à titularíssima dupla Juan e Lúcio. No meio, Lucas foi seguro o tempo todo e mostrou porque vem ganhando espaço no Liverpool.

Daniel Alves destoou do time, errando praticamente tudo que tentou. André Santos foi apenas correto, mas participou bastante. Pato brigou com a bola no início e demorou a achar seu espaço com Neymar na frente, mas depois a dupla passou a infernizar a defesa americana. No gol, Victor quase não teve trabalho e não se complicou.

Sobre os reservas, nem tudo são elogios. André até busca o jogo e se esforça, mas ainda não parece pronto para figurar nesse grupo. Diego Tardelli não tem nível de Seleção. Carlos Eduardo é uma opção válida, mas acredito que vá naturalmente perder espaço. Sobre Éderson, lamento que o meia não tenha tido chance de mostrar seu futebol. Não é nenhum craque, mas não merecia passar pelo que passou. Terá outra chance. Hernanes tem dias de bom volante, de saída versátil e bons passes, e dias de pura burocracia e sonolência. Hoje foi o segundo. É melhor ser o primeiro com mais frequência...

Vou deixar aqui as minhas notas para os jogadores:

Victor - 6
Daniel Alves - 4,5
David Luis - 7
Thiago Silva - 7
André Santos - 6
Lucas - 8,5
Ramires - 7
Ganso - 8
Robinho - 7,5
Neymar - 8,5
Pato - 8

Hernanes - 5
André - 6
Diego Tardelli - 5,5
Ederson - Sem nota
Carlos Eduardo - 6
Jucilei - Sem nota

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Quem é vilão no Morumbi?

Uma semifinal de Libertadores decisiva. Isso seria um belo chavão se não fosse mais verdade do que nunca, se tratando do jogo de ontem. O Internacional venceu o São Paulo, se garantiu na finalíssima do torneio e de lambuja levou a vaga no Mundial (graças à velha confusão envolvendo clubes mexicanos na final da Libertadores).

Há pouco o que falar da partida em si. O Colorado carimbou seu passaporte para os Emirados Árabes no primeiro jogo, quando não deixou o Tricolor jogar. No Morumbi, o São Paulo até mostrou mais gana, mas o Inter é mais time.

O momento é oportuno para falar mais do perdedor do que do vencedor. No Internacional tudo vai bem, obrigado, como deveria ser. No São Paulo a situação é mais complicada. Depois de escolher Muricy Ramalho como judas por seguidas eliminações na Libertadores, o Tricolor agora vai ter que caçar bruxas de novo. A bola da vez deve ser Ricardo Gomes, cujo contrato terminou hoje.

Vale a pena a reflexão: quando um nome vencedor como Muricy é sacado de um time como suposto responsável por algum fracasso, mesmo estando bem em outras competições, quer dizer que há algo errado. O problema nunca foi o comandante do Tricolor. O problema foi uma obrigação que o São Paulo criou em cima de si mesmo de ganhar uma competição que não se ganha todo dia. Libertadores não é Estadual. Talvez seja a hora de torcida e Direção do São Paulo repensarem essa postura, que a mim parece um bocado pretenciosa.

Parabéns ao Inter e que o Tricolor junte os cacos. É hora de mudanças no Morumbi, com a saída de Hernanes e a queda na Libertadores, e momento para pensar no Brasileirão mais do que nunca.