O grupo do Brasil é muito mais difícil do que o da Espanha, e isso é inegável. Itália é sempre Itália, os Estados Unidos não são nenhuma "baba" e o Egito mostrou ser uma equipe nada inocente, provando porque é bi-campeã da Copa Africana de Nações (e antes que critiquem as credenciais do torneio, é a mesma competição que a "toda-poderosa" Costa do Marfim de Drogba e cia joga, junto com Camarões, de Eto'o, além de outras equipes acertadinhas).
Pelo lado espanhol, a África do Sul é tecnicamente fraca, mas tem vontade e mostrou algum padrão de jogo. A Nova Zelândia não passa de uma equipe fisicamente forte, mas composta por jogadores pouco melhores que um apanhado formado no Aterro do Flamengo no domingo. Já o Iraque, que poderia ser uma surpresa, mostra que tem apenas um bom treinador e um goleiro seguro. É um grupo bem mais tranquilo que o do Brasil.
Por aí já começo a minha tese de que o Brasil fez um bom jogo contra Egito, apesar do placar sugerir o contrário. Na minha opinião, o Egito é a terceira força do torneio (melhor que os Estados Unidos), atrás de Brasil e Itália, duas seleções tradicionais e praticamente no mesmo patamar, e Espanha, a favorita. Apesar disso vi uma grande histeria criada em cima dos três gols sofridos, dois deles em cima de uma avenida deixada por Daniel Alves na direita. Afirmo com convicção de que se Maicon tivesse sido titular, teria sido um jogo bem mais tranquilo (mas não quero nem de longe culpar o lateral do Barça pela partida ter sido mais complicada; méritos do Egito por ter explorado essa característica mais ofensiva de Daniel).
Pra fechar, vamos lembrar de duas coisas fundamentais no futebol: historicamente o Brasil cresce em decisões. Já a Espanha, afina. Vamos ver o que acontece quando essas duas seleções se enfrentarem. Digo isso porque a única chance de o confronto não acontecer é a Fúria ser eliminada numa possível semifinal pela Azzurra, porque do contrário, seja na semi ou na final, teremos um Brasil x Espanha.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
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Um comentário:
Espanha é tipo uma Holanda da vida, isso é inegavel.
E sobre o Maicon, nem concordo que se ele estivesse ia ter sido diferente não. Mas vamos ver né, que que rola quem amarela e quem cresce se de fato houver o encontro entre Brasil e Espanha ;)
Ótimo texto
=***
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