sexta-feira, 12 de junho de 2009

Favoritos = Vencedores?

Nada é mais irritante, ao menos para mim, do que respostas prontas. Seja em entrevistas coletivas ou debates, jogadores e jornalistas tiram muita gente do sério respondendo o óbvio e o politicamente correto. Compreensível para os profissionais da bola que, em época onde qualquer coisa é notícia e vira "incentivo" para o adversário, precisam se controlar na hora de falar alguma frase mais contundente.

Sem entrar nos méritos dos jogadores, por que seria longo demais (e vale um post mais adiante), vou falar dos "palpiteiros", tanto os profissionais quanto os amadores. Desde os que ganham dinheiro em programas de futebol até aqueles que só respondem uma pergunta inocente do amigo de bar. A pergunta é: "Quem é favorito para a Copa das Confederações".

A pessoa para, pensa, coça o queixo... Dá uma breve introdução sobre a dificuldade da competição e depois "cravam": "Favorito? Brasil, Espanha e Itália".

Primeiro, singular. Favorito. Um.

Segundo, em um torneio com África do Sul, Egito e outras babas nesse nível, Brasil, Espanha e Itália sobressaem e muito. Só faltava algum corajoso apostar nos Estados Unidos, talvez...

Por que tanto medo de errar? Quando é que favoritismo se tornou obrigatoriedade para ser o vencedor? Inclusive a história recente do futebol brasileiro mostra que quando fomos favoritos, não levamos, como em 2006. A história geral das Copas também carrega muitos casos de times muito superiores, por vezes jogando em sua própria casa, e perdendo (vide o Maracanazzo).

Favorito é apenas aquele que sai em vantagem, vem em fase melhor, com um bom time e alguns outros fatores que podem fazer a diferença. Nem por isso ele se torna imbatível ou virtual campeão.

E a Espanha é a favorita para a Copa das Confederações. Pronto, falei.

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