Após um período de férias, retorno para falar do mais recente episódio envolvendo o menino Neymar. O problema é que fica difícil até decidir por onde começar a falar, tendo em vista tudo que anda acontecendo com o jovem santista.
Verdade que Neymar é novo e que ainda vai amadurecer, mas isso não justifica sua postura em várias ocasiões. Chapelar adversários com o jogo parado foi uma prova de quão pequena é a cabeça do garoto. As incontáveis cavadas de falta e pênalti mostram como Neymar é um jogador que não se importa em sujar o nome de outros para se dar bem. Tudo isso feito com o aval de árbitros, dirigentes, companheiros de time e até de muita gente na imprensa, que acha tudo lindo.
É muito fácil ser bom vencedor. Difícil é ser bom perdedor. Na hora em que o Santos voava no Campeonato Paulista e todos eram só elogios, é fácil ser dócil e dar declarações ponderadas. Na hora que a corda aperta é que vemos quem tem cabeça e quem não tem. Neymar já deu mil provas de que ainda não tem e que há um longo caminho a percorrer até se tornar um jogador equilibrado.
Agora sem Ganso, Wesley e Robinho a coisa desandou, e tudo caiu sobre Neymar. Todos esperam que ele resolva os jogos para o Santos. Futebol para isso não falta ao garoto, mas o mental está atrapalhando. Mimado que é, Neymar vai ter que aprender na marra o que é ser um jogador de futebol de verdade.
Sábio René Simões, que tem a coragem de bater de frente com quem passa a mão na cabeça de um jogador talentosíssimo, mas que se não for educado, vai simplesmente se perder no meio da carreira. Essa postura lamentável, de total falta de respeito com tudo e todos - companheiros ou adversários - só vai afundar o menino.
Isso é apenas um lembrete para o mundo: Neymar não está pronto para ser o que seu futebol sugere.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
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