sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Quem é vilão no Morumbi?

Uma semifinal de Libertadores decisiva. Isso seria um belo chavão se não fosse mais verdade do que nunca, se tratando do jogo de ontem. O Internacional venceu o São Paulo, se garantiu na finalíssima do torneio e de lambuja levou a vaga no Mundial (graças à velha confusão envolvendo clubes mexicanos na final da Libertadores).

Há pouco o que falar da partida em si. O Colorado carimbou seu passaporte para os Emirados Árabes no primeiro jogo, quando não deixou o Tricolor jogar. No Morumbi, o São Paulo até mostrou mais gana, mas o Inter é mais time.

O momento é oportuno para falar mais do perdedor do que do vencedor. No Internacional tudo vai bem, obrigado, como deveria ser. No São Paulo a situação é mais complicada. Depois de escolher Muricy Ramalho como judas por seguidas eliminações na Libertadores, o Tricolor agora vai ter que caçar bruxas de novo. A bola da vez deve ser Ricardo Gomes, cujo contrato terminou hoje.

Vale a pena a reflexão: quando um nome vencedor como Muricy é sacado de um time como suposto responsável por algum fracasso, mesmo estando bem em outras competições, quer dizer que há algo errado. O problema nunca foi o comandante do Tricolor. O problema foi uma obrigação que o São Paulo criou em cima de si mesmo de ganhar uma competição que não se ganha todo dia. Libertadores não é Estadual. Talvez seja a hora de torcida e Direção do São Paulo repensarem essa postura, que a mim parece um bocado pretenciosa.

Parabéns ao Inter e que o Tricolor junte os cacos. É hora de mudanças no Morumbi, com a saída de Hernanes e a queda na Libertadores, e momento para pensar no Brasileirão mais do que nunca.

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