Na final da Taça Rio, prevaleceu o time que trabalhou. O Flamengo se perdeu no meio de polêmicas com Adriano, Bruno, Petkovic e o Botafogo soube se aproveitar disso. Com Joel o time não se abalou, mesmo depois de sair da Copa do Brasil de maneira "vergonhosa". Já o time de Andrade, sem comando, se afunda em resultados ruins na Libertadores e era claro que em algum momento a corda iria estourar. Resta ver se o Flamengo vai conseguir se classificar no torneio continental e afastar um pouco a crise (com todas as letras) que se instaurou no clube. O amor acabou e Adriano já é contestado.
Falando agora do vencedor, é triste ver o desrespeito com que o Botafogo é tratado nas mesas redondas. "Quarta força do Rio", "time fraco", "jogadores ruins"... E campeão. Curioso, não? Fica a pergunta: onde estavam os super-times de Vasco e Fluminense enquanto o "limitado" Botafogo faturava as Taças Rio e Guanabara? Além disso, o que faziam os super-craques Fred e Dodô enquanto o "caneleiro" Loco Abreu jogava as finais?
Campeonatos constrõem heróis e vilões. Esse Carioca ergueu Herrera, Jéfferson (como vem agarrando o goleiro do Botafogo), Abreu, Leandro Guerreiro (a redenção, finalmente) ao patamar de verdadeiros ícones desse time, que superou um retrospecto ruim contra uma equipe tecnicamente superior. Enquanto isso os indiscutíveis Bruno, Adriano, Petkovic são eleitos como os inimigos do Fla, envoltos em problemas e com atuações abaixo do que se espera deles.
Melhor que isso, o trabalho constrói heróis e vilões. Que o diga Muricy Ramalho, aquele que triunfou às custas de muito suor e não aproveitando a Chatuba e pagodes nos finais de semana.
domingo, 18 de abril de 2010
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