A decisão da Copa Sulamericana teve todos os ingredientes de uma final de Copa do Mundo. Jogo disputado, resolvido muito mais no coração do que na técnica e equilibradíssimo.
Verdade que o Internacional jogou muito abaixo do que era esperado, depois do show dado em plena casa do Estudiantes. O início do jogo em Porto Alegre também foi promissor, mas foi se tornando cada vez mais um embate equilibrado até que, em um dado momento, o Estudiantes dominou a partida. Com o fim do primeiro tempo, parecia que o Internacional voltaria mais calmo e pronto para explorar os espaços que o adversário naturalmente daria, quando tivesse que sair do jogo.
Nada disso aconteceu. Apesar de ter realmente voltado mais tranquilo, o Inter aproveitou muito mal os contra-ataques e não produzia. Alex e D'alessandro caíram de produção em relação ao primeiro tempo e deixaram o Estudiantes crescer. Assim, inevitavelmente, o adversário chegou ao gol e pôs fogo no jogo. Os minutos que levaram ao fim do segundo tempo mostraram um Internacional meio perdido e até amedrontado, mas que não se rendia. Nilmar corria para todos os lados, assim como Magrão (que saiu exausto na prorrogação).
No tempo extra, o Colorado pressionou a maior parte do tempo e, em uma jogada enrolada na área achou seu gol, faltando poucos minutos para o fim do jogo. O Estudiantes ainda teve tempo para ter um jogador expulso, mas nada mais.
Parabéns ao Internacional, que conquista mais um título (este inédito para clubes do Brasil) com todos os méritos. Foi o time que mostrou o melhor futebol e é apenas de se lamentar que o conjunto tenha demorado para se entrosar. Caso isso tivesse acontecido antes, sem dúvida seria um dos que hoje disputam a Libertadores e, quem sabe, estivesse até na disputa com São Paulo e Grêmio pelo título.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
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