É impossível deixar passar a oportunidade de falar sobre a entrada de Maradona no cargo de técnico da Seleção Argentina de Futebol. Uma escolha surpreendente, mas que nem de longe incomoda os argentinos em geral. Estranho, aliás, que essa escolha lá não seja tão criticada quanto a do Dunga foi aqui, considerando que o segundo sempre foi muito mais profissional e bom exemplo do que o primeiro (e sabe tanto quanto o outro sobre táticas, esquemas de jogo, jogadas ensaiadas e etc, ou seja, quase nada).
Não há dúvidas, ao menos para mim, que Don Diego terá problemas com essa equipe. Ao contrário do que dizem, a Argentina não tem um time tão bom assim. Na verdade, ela alterna posições onde possui titulares absolutos e inquestionáveis e outras onde qualquer um serve. Literalmente. A defesa argentina é de doer, e só não passa mais sufoco por causa do regular (e nada mais que isso) Heinze e do ótimo volante Mascherano. O meio passa por constantes alterações, e Maradona ainda vai ter que lidar com o fato de que Aguero, Tevez e Messi disputam duas vagas (ou três, se mudar o esquema de jogo).
Para um técnico iniciante, certamente vai ser difícil lidar com as pressões e os dilemas que um seleção tradicional traz consigo. Mesmo com todo seu carisma e liderança, Dieguito vai ter que se virar para fazer a Argentina jogar bola e provar o que muitos dizem: sua posição como melhor futebol sulamericano, atualmente, equanto o Brasil come pelas beiradas (irregularmente) com Dunga.
É Maradona, vê lá no que você se meteu. De todas as suas carreiras, essa é a que pode te fazer mais mal.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
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